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22 de abril de 2013

Capitulo 2: É Preciso Sobreviver

Leticia enxugar as lagrima em seu casaco ensanguentado e levanta meio tonta por causa da adrenalina, então ela percebe que a pequena ação atraiu muitos dos ex-residentes, então ela pega a arma e os homens também se levantam, Leticia é cercada pelos mortos quando ela escuta vários estrondos de mp7s, skorpins e aks, então 7 homens fortemente armados entram na casa e um deles grita:

- Temos uma menina aqui!

Então outro responde:

- Pegue-a, aqui não é seguro!


Então o homem pega Leticia e a leva para fora do condomínio, ao passar, ela vê o corpo de seu pai baleado no chão, e seus olhos se enchem de lagrimas...

- Você o conhece?

- Sim, é meu pai!
- Nossa... Sinto muito por você

- Obrigado

- Tem alguma coisa com ele que você queira?

- Ele tem uma foto no bolso do paletó-quer que eu pegue?

- Sim... É a única coisa para eu me lembrar dele

O homem vai pegar a foto no paletó e então o pai de Leticia pula e tenda morde o soldado, mas Leticia dá um tiro certeiro na cabeça dele, antes que ele tivesse a chance de mordê-lo, então o homem fala.

- Nossa essa foi por pouco - Você está bem? Eu sinto mui...

- Calma, calma, eu estou bem, foi só um arranhão.

Então Leticia e o soldado entram em um ônibus e Leticia espera lá até que os outros militares voltem.

Quando os militares voltam, o ônibus parte para o colégio mais próximo, que havia sido transformado em um centro de sobreviventes, ao entrar, ela é recebida por um grupo de oito pessoas que são parentes do Sr. Morison, eles a param e perguntam:

- A coisa foi muito feia lá no condomínio?

Leticia fica pensando em como falar para eles... Então resolve falar de uma vez:

- O Sr. Morison morreu.

- O que? Como?

- Eu não sei direito como explicar, mas todo mundo ficou louco e o Sr. Morson estava lá fora e...

- Você o matou?

- Não! Eu na...

- Sua vadia, eu vou te matar, você matou ele!!!

- Eu não matei, eu juro!

Os militares veem a confusão e vão até o circulo de curiosos.

- O que está acontecendo aqui?

A família Morison se assusta com a voz grossa e autoritária do soldado.

- Nada não...

Então o soldado pega Leticia pelo braço e a leva para longe dali.

- Você os conhece?

- Eles são parentes de um cara que morava no meu condomínio e estão dizendo que eu o matei.

- É melhor você não ficar muito perto deles, sabe se lá o que eles podem fazer.

- Lembrarei disso.

Então Leticia olha o que será seu futuro lar, então ela vai para a enfermaria, para fazer o exame padrão para os recém-chegados quando ela começa a escutar uns gritos vindos da quadra do colégio, então ela vai ver o que está acontecendo e vê seu amigo soldado atacando vários residentes, e esses residentes voltando e atacando outros em questão de minutos. Leticia congela, sem conseguir se mexer então o sobrinho do Sr. Morison a puxa pelo braço e ela escapa com a família Morison, quando eles já estão um pouco afastados do local o pai do garoto percebe que Leticia está com eles e puxa a arma da cintura de Leticia.

- Foi com isso que você o matou?

Então Leticia não fala nada, apenas tenta evitar irritar mais o homem, então o homem aponta a arma para Leticia e diz:

- Então agora é sua vez... O homem aponta a arma para a cabeça de Leticia, e então o garoto puxa a mão de seu pai...

- Pai não!!!

O homem puxa o gatilho por reflexo, baleando seu filho, então ele solta a arma no chão, congelado pela cena de seu filho morto por suas próprias mãos.

Então Leticia aproveita o momento para sair de fininho, ela pega a arma e então começa a correr em direção ao centro da cidade onde encontra uma farmácia, ela entra e lá ela encontra: barras de cereal, anti-inflamatórios, água mineral, analgésicos entre outras coisas, então ela decide ficar lá por um tempo.