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22 de julho de 2013

Capitulo 4: Confiança

  (Grupo do Fred)
Os dois homens ficam calados por um bom tempo até que Fred pergunta:
- Qual o seu nome?
- Pra que você quer saber?
- Nossa, pra que toda essa agressividade, só queria puxar assunto, eu quero que o grupo seja mais unido.
- Não foi isso que você disse ontem, você queria nos abandonar, como lixo, queria pegar nossa comida, nossa munição e vazar, você e seus amiguinhos.


- Não era bem isso, eu iria deixar o MEU ônibus, as MINHAS armas e a comida que a maioria EU E MEUS AMIGOS conseguimos.
- Só por que vocês conseguiram, não quer dizer que vocês é que precisam mais, temos crianças de 16 anos.
- E a Leticia?
- E como eu vou saber se ela já não tem uns 20, ela parece bem adulta pra mim.
- CALA A BOCA SEU ESCROTO!!
Fred acerta um soco no olho do cara, fazendo ele cair no chão, então o homem levanta e puxa um canivete do bolço.

- A quanto tempo você esconde isso da gente? Por acaso você planejava matar alguém com isso?
- Se fosse realmente necessário...
- Você é doente.
O homem avança na direção de Fred, mas Fred bate no braço dele, fazendo com que a lamina da faca apenas passe de raspão pelo rosto, mas não foi o bastante, a faca tinha passado e furado o olho de Fred, que caia no chão, gritando.
- Esse é o seu fim meu amigo, e eu vou dizer que nós fomos atacados, mas não se preocupe, você vai se dito como herói, meu amiguinh...
Um desmorto morde o ombro do homem, que grita de dor e fica sem reação, vendo mais e mais mortos chegando das duas esquinas da estreita rua, enquanto Fred rastejava para dentro de um bar, Fred finalmente chega na porta, que é aberta por Diana.
- Puta que pariu, o que aconteceu aqui?
- Longa história, melhor nós saímos daqui antes.
Então Maicon pergunta:
Mas e o Julius?
- Esse é o nome do desgraçado?
- Por que desgraçado?
- Olha nos meus olhos, por isso desgraçado.
- Caralho...ele fez isso?
- Teria feito mais, se não fosse por aquela coisa.
- Tá, chega de papo, precisamos encontrar Leticia e sair daqui.
Então os três saem dali e vão em direção ao centro da cidade quando são surpreendidos por uma horda de 50 desmortos, então eles ouvem gritos vindos de uma mecânica e correm para lá, chegando lá, veem May caída no chão cheia de sangue e nenhum sinal de Leticia, então Diana verifica o pente de sua mp7, recarrega, mira e quando vai atirar Leticia grita:
- NÃO ATIRA!
E Diana responde:
- Como assim? daqui a pouco essa garota volta, e pode acabar atacand...
- Ela não está infectada...
- Como não?
- Entraram alguns bixos aqui, uns 5, eu dei um pé-de-cabra para ela e fiquei com uma chave inglesa, então, no meio da confusão, eu...eu acertei ela sem querer...
- Ai meu deus, ela tá bém.
- Tá sim, e eu também, obrigada pela preocupação.
- Você acertou ela com uma chave inglesa, ela merece um pouco de atenção, não acha?
- Enfim, eu fui ali ver se tinha um pano pra eu molhar e colocar na cabeça dela...e dar uma limpada nela, ai vocês chegaram...
- Tá...mas já são 14:20, e nós estamos a 10 minutos do ônibus, se nós não sairmos daqui agora, nós vamos ficar aqui...
- Ok
 Então Fred, apoiado e guiado por Diana, May, carregada por Maicon e Leticia “correm” em direção ao ônibus, então quase chegando lá, eles são cercados por 10 monstros, enquanto isso, no ônibus, Rafael resolve olhar para ver se eles já estavam voltando e vê a cena, então ele pega uma M110 e tenta ajuda-los.
 *BAN*, e um zumbi tinha caído, logo o caminho começou a se abrir, então Leticia e os outros começaram a correr, tudo estava bem, até que Maicon cai e bate de cabeça em uma pedra, desmaiando, e logo é cercado novamente pelas criaturas, ninguém percebeu, até que May acordou e começou a gritar, infelizmente, já era tarde, Leticia se virou e tentou voltar, mas Diana a segurou, a menina tentou se soltar desesperadamente, mas Fred também a segurou e os três continuavam correndo, Diana não demonstrava ali, mas ela tinha, mais uma vez, morrido ali, perdendo as únicas coisas que lhe faltavam perder...sua palavra e sua esperança, Diana deixa uma lagrima escapar, enquanto Leticia grita e berra por sua amiga, a caminhada parece interminável, Rafael percebia a tristeza do grupo de longe, e sentia que tudo aquilo era culpa dele, se ele tivesse percebido que Maicon caiu, se ele tivesse ido no lugar de Maicon, se ele tivesse confiado naquelas pessoas, aquela garota estaria viva, com ele lá, talvez ninguém tivesse morrido, com ele lá, talvez eles não precisariam carregar Fred, com ele lá, talvez eles tivessem achado mais comida...todas essa possibilidades ecoavam em sua cabeça, então os tiros param, Rafael fica apenas com a arma em mãos, com um olhar vazio, apenas pensando em como poderia ser se ele tivesse confiado naquelas pessoas, então vem uma frase em sua mente, uma frase que o faz continuar, uma frase que o motiva a manter os seus amigos vivos, mantê-los a salvo, limpar o caminho para que sua família chegue a salvo no ônibus, a frase que dizia:
- “você não estava lá, mas você pode esquecer tudo, pois sua família está bem, e você tem que mantê-los bem, não importa os erros que você cometa, você precisa salva-los, não importa quem morra, eles não são sua família, eles são as pessoas que você pode usar para salva-la”.
Então eles chegam no ônibus e rapidamente Rafael corre para o volante, enquanto Lussy, uma universitária no último ano de enfermagem, tenta tratar do olho de Fred, então, Leticia chega no ouvido de Diana e sussurra.
-eu quero conversar com você a sós...

 Então Rafael pisa fundo e começa a ir em direção a próxima cidadezinha que fica a uns 400km dali.